Municípios, Correios, universidade, setor de proteína animal e cooperativas paralisam serviços devido manifestações

Armazém

A Prefeitura Municipal de Armazém vem através deste informar que em virtude da mobilização dos caminhoneiros pelo Brasil (ato que apoiamos), comunicamos as seguintes medidas: 

Secretária de Saúde: “O atendimento de transporte de pacientes está restrito a emergência, sendo mantido o deslocamento para a Radioterapia, Hemodiálise e paciente acompanhados pelo CEPON ou pela UNIONCO. A Secretaria está mantendo os atendimentos desta semana de transportes que já foram agendados pelo SUS. As urgências e emergências serão avaliadas pelas equipes da Secretaria Municipal de Saúde e encaminhadas conforme suas prioridades”.

Hospital Santo Antônio: “Tomou providências no sentido de operacionalizar o atendimento dentro da possível normalidade com alterações nas escalas de médicos e enfermeiros e utilizar a ambulância somente em casos de urgências médicas”.

Secretaria da Assistência Social e Habitação: “Os serviços de convivência e visitas técnicas do CRAS – Centro de Referência da Assistência Social e Bolsa Família estão suspensos. e assim que a situação se normalizar, os serviços voltarão com atendimento normal”.

Secretaria de Educação, Cultura e Esporte: “Haverá transporte escolar normalmente até amanhã 25/05 (sexta-feira), para as escolas Municipais e Estadual. Para as Universidades não haverá transporte, pois as mesmas suspenderam suas atividades”.

Secretaria de Desenvolvimento Rural: “Os serviços de retroescavadeira, silagem, gradagem, subsolagem, distribuição de calcário e esterco estão prejudicados até a situação se normalizar”.

Secretaria de Trasporte e Obras: “Manterá serviços de Coleta de lixo”.

São Martinho

“Em virtude das paralisações ocorridas com a categoria de transportes de cargas em todo o território nacional, a Prefeitura Municipal de São Martinho vem a público informar que está tomando providências e serão priorizados os setores da educação básica e saúde. Os demais serviços estarão suspensos temporariamente até segunda ordem ou quando a situação estiver normalizada.

Para o transporte de universitários a situação para esta semana segue normalizada, mas pode sofrer paralisação, caso se confirme a suspensão na próxima semana. A coleta de lixo segue normalmente, também.

Lembrando que os serviços que ficarão paralisados, no momento, são os que precisam de abastecimento de combustível para os veículos da frota da Prefeitura Municipal.

Tão logo a situação se normalize, todas as atividades voltam ao normal.”

Correios

“A greve nacional dos caminhoneiros, iniciada na segunda-feira (21), está impactando fortemente as operações dos Correios, assim como ocorre com toda a logística brasileira. Em todo o país, do total da carga postal pronta para entrega na terça (22), 16% das encomendas e 19% das correspondências deixaram de ser entregues. Em Santa Catarina, 9% das correspondências deixaram de ser entregues. Por se tratar de informações relacionadas ao mercado concorrencial, a empresa não detalha os dados estaduais do segmento de encomendas.

Diante desse cenário, estão temporariamente suspensas as postagens das encomendas com dia e hora marcados (SEDEX 10, 12 e HOJE). Os Correios estão aceitando postagem de SEDEX e PAC, no entanto, enquanto perdurarem os efeitos desta greve, haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega desses serviços, bem como das correspondências.

A empresa está acompanhando os índices operacionais de qualidade de toda essa cadeia logística e, tão logo a situação do tráfego nas rodovias retorne à normalidade, reforçará os processos operacionais para minimizar os impactos à população. A empresa entrega, mensalmente, cerca de meio bilhão de objetos postais, dentre eles, 25 milhões de encomendas. São mais de 25 mil veículos, 1.500 linhas terrestres e 11 linhas aéreas que circulam pelo país de norte a sul.”

Setor de Proteína Animal

“A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representando mais de 170 empresas e cooperativas da cadeia produtiva e exportadora de proteína animal em atividade no Brasil, informam que as greves dos caminhoneiros estão impactando diretamente o setor produtivo de carnes em todo o país.

Ao todo, 129 unidades produtivas das empresas associadas de carnes bovina, suína e de aves estão paralisadas na data de hoje (23), com previsão de que, até a sexta-feira (25), mais de 90% da produção de proteína animal seja interrompida caso a situação não se normalize, somando mais de 208 fábricas de diversos portes paradas no Brasil.

Com os bloqueios nas rodovias, que impedem o acesso dos insumos necessários à produção e impossibilitam o escoamento de alimentos, deixaram de ser exportadas 25 mil toneladas de carne de frango e suínos, o equivalente a uma receita de US$ 60 milhões que deixa de ser gerada para o país. No caso da carne bovina, são cerca de 1200 containers que deixam de ser embarcados por dia.

Mais de 85 mil funcionários das indústrias e cooperativas de proteína animal de diversos portes estão com as atividades suspensas nas unidades produtivas. Da mesma forma, os diversos fornecedores de insumos também estão sendo impactados.

Os estabelecimentos menores e de cidades pequenas ou regiões metropolitanas – que mantém um ciclo de entrega de produtos a cada dois dias – já estão com o abastecimento comprometido. Essa dificuldade pode atingir os grandes centros nos próximos dias.

Além de haver o risco real de desabastecimento, com a paralisação, o setor de proteína animal, que emprega mais de 7 milhões de pessoas e é responsável pela produção de mais de 25 milhões de toneladas de alimento/ano, sofrerá prejuízos incalculáveis.

A ABIEC e a ABPA reiteram que o movimento é um direito da categoria, mas reafirmam a importância da manutenção do transporte de alimentos para a população. As consequências já ganharam contornos graves e o setor produtivo entende que é necessário que sejam tomadas as devidas medidas por parte dos governantes para que a situação seja sanada o quanto antes.”

Cooperativas

“A paralisação dos caminhoneiros, iniciada no último dia 21 de maio, tem causado grande preocupação ao movimento cooperativista. A mobilização traz graves reflexos econômicos, forçando a interrupção das atividades das cooperativas agropecuárias brasileiras, que atuam nas diversas cadeias do agronegócio, em especial, as de lácteos, aves, suínos e peixes.

Pela característica dessas atividades, a logística de suprimento de insumos e as operações envolvendo produtos perecíveis são diretamente impactadas pela atual situação, fazendo com que os empreendimentos cooperativos sejam forçados a paralisar, por exemplo, suas linhas de abate e processamento, pois a capacidade de estocagem não consegue suportar a inviabilidade de escoamento da produção. Assim, prejuízos têm sido acumulados a cada dia e vários já são os empreendimentos que notificaram o início ou necessidade de suspensão de suas atividades.

Na medida em que o tempo passa, a situação se torna cada vez mais crítica, acirrando os prejuízos não apenas às cooperativas e aos produtores cooperados, como também à toda população.

O cooperativismo brasileiro, representado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), reconhece que a motivação da manifestação é legítima, dados os impactos diretos ocasionados ao setor produtivo e serviços de transporte pelos consecutivos aumentos nos preços dos combustíveis em todo o país. Dessa forma, torna-se imprescindível uma imediata atuação do Governo Federal no sentido de se chegar a um adequado entendimento junto às lideranças do movimento, mitigando assim os prejuízos e evitando o colapso no abastecimento interno e nas exportações.”

Unisul

Decorrência dos reflexos da paralisação nacional dos caminhoneiros, a Unisul comunica a suspensão das aulas e demais atividades acadêmicas do campus Universitário de Tubarão e Unidades vinculadas (Araranguá, Braço do Norte e Içara) a partir de hoje, 24 de maio, quinta feira. O imperativo desta medida deve-se à manutenção da greve, ao crescente número de bloqueios nas rodovias – causando dificuldades na no deslocamento dos estudantes e professores – e os inúmeros outros pontos atenção nestas localidades.

As atividades administrativas da Universidade e as aulas do colégio Dehon seguem com expediente normal.

A Unisul segue monitorando o movimento e retornará com as aulas e atividades acadêmicas tão logo a situação esteja normalizada.

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