Casan tem performance econômica recorde, com receita líquida de R$ 1 bilhão

O balanço patrimonial de 2017 da Casan, a ser divulgado no Diário Oficial do Estado ontem segunda-feira, 23 de abril, mostrou que a companhia teve um incremento de seus serviços e atingiu a sua melhor performance econômica da história. Com uma receita líquida de R$ 1 bilhão, 11% a mais do que a do ano anterior, o lucro líquido registrado em 2017 foi de R$ 99,7 milhões.

Porém, diante do impacto dos primeiros meses do Programa de Demissão Voluntária Incentivado (PDVI) implantado no ano passado, o balanço real aponta um prejuízo contábil (fiscal) de R$ 28,5 milhões, um número que, no entanto, não tem impacto negativo no caixa.

Apesar de contabilizados em 2017, estes números serão amortizados pela empresa ao longo de oito anos, num total de até 96 parcelas, dando a oportunidade de usar esses recursos para dar seguimento ao plano de obras em execução.

De acordo com os dados do PDVI, nos últimos dois meses de 2017 e três primeiros meses de 2018 saíram 246 funcionários, cujas indenizações impactaram o ano contábil 2017 em R$ 183,8 milhões.

O resultado contábil negativo de 2017, porém, evita que a Casan tenha de desembolsar altas quantias em Imposto de Renda e de dividendos aos acionistas, o que acaba gerando uma economia de R$ 81 milhões aos cofres da companhia.

Esses recursos já estão sendo utilizados como contrapartida dos investimentos em andamento, que contam com financiamentos de agências internacionais de fomento (a japonesa JICA e a francesa AFD) e de instituições nacionais, como BNDES, Caixa e Orçamento Geral da União, mantendo assim o ritmo atual das obras de saneamento em execução.

O atual Plano de Investimentos da Casan é da ordem de R$ 2,2 bilhões, suficientes para ampliar os sistemas de abastecimento de água e os serviços de coleta e tratamento de esgoto. Essa economia em impostos e dividendos também evita que o Governo do Estado tenha de fazer aportes na companhia, como estava inicialmente previsto nos contratos de financiamento.

PDVI

O Programa de Demissão Voluntária Incentivado da Casan contou com a adesão de 27% dos funcionários (717 inscritos), mas vai representar uma economia de 47% em oito anos. Projeta-se uma economia de R$ 617,3 milhões à empresa. O cronograma de desligamento planejado se iniciou em novembro de 2017 e vai até outubro deste ano.

Crescimento

A Casan encerrou o ano passado com 1.134.265 economias (residências) atendidas com abastecimento de água, representando um incremento de 2,4% na base de clientes da companhia.

Nos 39 sistemas operados com coleta, tratamento e destinação final de esgoto houve um incremento de 8,3% na base de clientes em relação ao ano anterior, alcançando agora 248.442 economias.

O aumento de 8,3% deve-se às obras de esgotamento sanitário espalhadas pelo Estado, que projetam deixar Santa Catarina com 49% de cobertura ainda nesta década.

Agradecimento

“Apesar da crise que assola o país, a Casan vem conseguindo superar os obstáculos graças à dedicação e empenho de seus colaboradores, do corpo diretivo, do Governo do Estado, dos acionistas, dos clientes, fornecedores e demais parceiros que ao longo do tempo vêm ajudando a companhia a consolidar uma posição de destaque e angariar ainda mais credibilidade junto à opinião pública catarinense”, diz a Mensagem da Diretoria que acompanha o Relatório de Administração.

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