[E]m outubro de 2014 os brasileiros foram as urnas para eleger o novo presidente da república. Pois bem, tínhamos a disposição 11 candidatos dispostos a governar o Brasil, entre eles a presidente eleita Dilma Roussef, para tal feito usou de todos os artifícios, aparentemente inclusive o da mentira também, para se beneficiar recebendo o voto do eleitor.

Passado menos de três meses de seu segundo mandato, a presidente parece não agradar apenas os opositores, acaba decepcionando também seus eleitores que se sentem ludibriados pelo discurso de campanha. Prova disso é a mais alta taxa de reprovação de um mandatário desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.

A realidade desmantela o marketing eleitoral de Dilma, pois segundo pesquisa, CNT/MDA 84% dos entrevistados consideram que a presidente não cumpre em seu segundo mandato o que prometeu durante a campanha eleitoral. Fato este justificado com o aumento dos impostos logo nos primeiros dias de janeiro, o governo dobrou a taxa de IOF (de 1,5% para 3%), aumentou em 22% os tributos sobre a gasolina, subiu a alíquota para importações (de 9,25% para 1,75%) e aumentou o IPI sobre cosméticos. E olha que a então candidata chegou a dizer um pouco antes da campanha eleitoral: “não vai haver aumento de impostos, não tenho nada em perspectiva”.

Dilma promete hoje o que já prometeu e não cumpriu. Não bastasse o aumento nos impostos, o governo anunciou cortes de R$ 7 bilhões no orçamento da educação em 2015, diferente do que foi dito no discurso de posse: “A educação será a grande prioridade do meu governo. Em segundo mandato, me comprometo a fazer uma profunda transformação na qualidade do ensino básico”.

O número de miseráveis escondidos durante a campanha aumentou para 10,452 milhões de pessoas. O PT parece gostar tanto dos pobres que deixou 371 mil ainda mais pobres. O governo autorizou elevações nos preços da conta de luz e da gasolina, que tem impacto generalizado sobre os custos ao consumidor. Fato esse que levou os brasileiros a rua, para reivindicar e pedir o impeachment de Dilma. Mas essa ideia, sem que se tenha um fato de responsabilidade direta da presidente da república, não nos tira do caos. Não é porque este ou aquele grupo está insatisfeito que se deve recorrer a esta ferramenta. Até porque a mesma foi eleita de forma democrática a cerca de cinco meses atrás.

Para conseguir sair dessa crise que está instalada os nossos governantes vão ter que apertar os cintos, podendo começar a diminuir os 39 ministérios que custam ao país R$ 58 bilhões por ano. O Brasil tem hoje mais ministérios que (EUA [15] e Chile [20]) juntos e mesmo assim não consegue acompanhá-los em desenvolvimento, basta lembrar que o país vive uma estagnação no IDH e índices pífios na economia, inclusive correndo risco de enfrentar uma recessão. Até agora o governo federal não fez nenhum gesto que sinalize para um futuro melhor, pelo contrário, em vez de reduzir ministério, diárias excessivas, cargos comissionados e gastos com cartões corporativos o congresso nacional aprovou a emenda que prevê o aumento de recursos para reforçar o caixa dos partidos políticos. Com isso passará de R$ 279 milhões para R$ 867 milhões, um acréscimo de R$ 578 milhões.

 

Essa é a resposta que o governo dá a população.

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