Guia espiritual tem prisão decretada por suspeita de abusar de mulheres em SC

Um guia espiritual foi preso preventivamente em Santa Catarina suspeito de crimes de violência e importunação sexual contra ao menos seis mulheres. Os crimes teriam ocorrido em 2018 e 2019, na cidade de Biguaçu, na Grande Florianópolis.

O pedido do Ministério Público foi aceito por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). De acordo com a relatora do processo, desembargadora Salete Silva Sommariva, foi necessário decretar a prisão preventiva para garantir a ordem pública e da instrução criminal. A decisão foi publicada no Diário Oficial de 11 de outubro.

De acordo com relato do TJSC, mulheres procuraram o suspeito em busca de tratamento espiritual. Segundo o depoimento das vítimas, o suposto mentor religioso utilizava uma solução, que aparentemente parecia ser uma mistura de cachaça com ervas, para massagear o corpo das vítimas.

A justificativa do homem seria que, desta forma, conseguiria abrir os “chakras” [segundo estudos e práticas orientas, são centros energéticos que representam aspectos diferentes da nossa natureza corporal, mental, emocional e energética] das vítimas. Além de acariciá-las, segundo ainda o relato do TJSC, ele roubava beijos e tentava realizar sexo com as mulheres. Algumas teriam sido abusadas ao lado dos maridos, que estavam rezando de olhos fechados.

O guia espiritual também utilizava uma rede social de mensagens para assediar as mulheres. Ele pedia fotos e perguntava sobre intimidades. Há suspeita de que uma das vítimas tenha tentado suicídio após as sessões, segundo o TJSC.

“Dentro desse raciocínio, no que tange ao periculum libertatis, as particularidades do processo, em especial, a gravidade das condutas praticadas e o risco de reiteração delitiva, tendo em vista a manipulação praticada por (nome do pai de santo) contra diversas vítimas para que elas se submetessem aos abusos sexuais sem resistência, acreditando na sua autoridade como guia espiritual, são aspectos suficientes para que se determine sua prisão como garantia da ordem pública”, disse a desembargadora Salete Sommariva.

De acordo com o tribunal, o processo corre em segredo de justiça.

Fonte: G1 SC

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