Projeto “Criança não namora” é concluído no CRAS de Armazém

A escolha do tema não foi aleatória, nem mesmo despretensiosa, por parte dos profissionais que atuam com os usuários do Centro de Referência da Assistência Social – CRAS, de Armazém. Na verdade a sociedade em que vivemos está passando por mais esta transformação. O fato da “adultização precoce” está sim, muito próximo de todos nós. Quem sabe dentro da sua casa!

Mas o que é isso? E, como posso auxiliar meu filho?

Estas são perguntas que devem estar rondando sua cabeça, agora. E, se você parou para pensar no assunto, então estamos no caminho certo.

Por isso, a Orientadora Social, Lidiane Moraes Fernandes, o Facilitador Social, Gianderson Rufino Rodrigues, com o apoio da Psicóloga do CRAS, Sarita Croceta Ouriques, da Assistente Social, Lilian May Pickler e da Coordenadora do CRAS Maria Helena Ouriques Vieira, juntos se envolveram para promover reflexões sobre este problema social.

O projeto foi trabalhado com 30 pré-adolescentes e adolescentes, entre 10 a 15 anos de idade, e seus pais durante os meses de setembro e outubro. Foram realizados diversos momentos: houve apresentação e reflexão do assunto com os usuários, oficinas, caixinha de perguntas, palestra com a Enfermeira da Rede Municipal, Débora Wensing e outras atividades em sala. “Foram momentos significativos: de curiosidade, de aprendizado e de aproximação entre pais e filhos. Muito recompensador para nós, os motivadores”, expressa Lidiane.

A Psicóloga Sarita também compartilha desta satisfação. “Precisamos ter momentos assim. Quando refletimos sobre a existência humana, sem medo de perguntar, sem receios de responder”, comenta ela.

O Facilitar Gianderson complementa: “Os adolescentes têm muita curiosidade e, como convivemos com eles é importante esclarecer de maneira correta”, afirma.

A Assistente Social, Lilian confirma a importância de momentos como este. “Nossas famílias necessitam deste tipo de orientação também, pois muitos pais não sabem como iniciar este assunto com seus filhos”, acrescenta.

A Coordenadora, Maria Helena acredita que as atividades do CRAS desempenham um papel muito valoroso na vida das famílias assistidas. “Projetos como este aproximam e promovem o entendimento dentro das famílias. A fase da adolescência é bastante complicada para todos: tanto pais, quanto adolescentes precisam de ajuda”, conclui.

O que é “adultização” na infância?

É quando a menina quer ser mulher ou o menino quer ser homem, muito antes de seu corpo estar pronto para isso. Deixar a inocência infantil se perder é acelerar as etapas da vida de maneira que não se aproveita nenhuma delas. A fase do brincar livremente deve ser preservada e neste ponto o papel dos pais é fundamental.

Fique atento aos sinais

Apague a ideia que de a criança precisa ser grande: participar de concursos competitivos, dançar, cantar músicas e se vestir como adultos. Em especial: as meninas pintarem e alisarem os cabelos; usarem maquiagens; colocarem próteses para aumentar os dentes, os cílios; usarem unhas postiças, saltos muito altos, num estilo Barbie, com intuito de exaltar a beleza, etc.

O papel fundamental dos pais é proteger a infância e garantir que as crianças possam viver felizes cada fase do seu desenvolvimento.

Os prejuízos para a criança

Por falta de maturidade elas não conseguem lidar com a rejeição, o fato de não ser aceita pelo grupo pode causar: baixa autoestima, carências, fechamentos, birras. Pode, também, adiantar a maturação afetiva e sexual da criança. Outro agravante é o exibicionismo. O acesso às novas tecnologias e aos celulares de última geração oferecem status; mas não comunicam relação interpessoal. É preciso estar atento e, especialmente, presente na vida dos filhos.

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