Gengivite pode levar a perda de dentes e comprometer a saúde geral do organismo

Inflamação na gengiva é decorrente de maus cuidados com a higiene bucal, alerta o cirurgião dentista bucomaxilofacial facial Dr. Torezan

As doenças da boca vão muito além de cáries e aftas, merecem atenção e o mesmo cuidado que problemas em outras áreas do corpo. Saúde bucal é sinônimo de organismo saudável, com sorriso bonito e bom funcionamento, por isso é necessário fazer a limpeza dos dentes e de toda cavidade da boca de maneira contínua, incluindo alimentação e outras práticas ideais, evitar o consumo de açúcar e não fumar são medidas essenciais para prevenir complicações.

A gengivite é a inflamação que consiste no acúmulo de placa bacteriana na região da gengiva. O resíduo acumulado se forma principalmente pela falta de escovação e uso de fio dental, é o tártaro produzido pelos resíduos de alimentos que se fixaram nos dentes. Pode infeccionar não apenas a gengiva e a região ao redor dos dentes, mas também atingir o tecido e o osso que suporta eles, levando a perda dentária. Isso ocorre a partir do momento que a infamação progrediu, evoluindo para a periodontite.

A área afetada fica avermelhada, inchada e costuma sangrar. No estágio inicial, o tratamento é a remoção da placa através da escovação em casa e limpeza local. Quando o problema avança e afeta o osso mais o tecido alveolar, a doença está no seu nível mais grave e provoca a retração da gengiva que faz com que os dentes fiquem soltos, chegando a provocar até a perda, de fato. Além desse dano, estudos mostram que as bactérias instaladas no tecido gengival podem espalhar-se na corrente sanguínea, alojar-se nas válvulas cardíacas e comprometer a circulação e funcionamento do coração.

Então, assim que os primeiros indícios são constatados é necessário urgentemente cuidar com mais cautela da higiene pessoal. Caso o problema permaneça é necessária a intervenção de um especialista para que o próximo estagie não evolua comprometendo o sorriso, e ele faça a limpeza dos dentes e boca em consultório. Por isso, é aconselhável realizar consultas anuais ao dentista para controle e check-up geral.
Desse modo, temos três níveis do problema: inflamação leve a partir da vermelhidão e sangramento durante a escovação, periodontite inicial quando a gengiva começa a se soltar permitindo que a placa bacteriana se mova em direção às raízes, e o nível elevado da doença que é diagnosticado pelos dentes moles e destruição da base óssea.

Outras situações aumentam o risco de desenvolver a gengivite:

-Dentes desalinhados com pontas ásperas que podem perfurar o tecido interno. Aparelhos, dentaduras, pontes e coras que irritam a região provocando pequenos machucados agravam o risco de inflamação.
– Pode ser uma manifestação associada a enfermidades, como herpes labial, diabetes não controlado, epilepsia, AIDS, leucemia.
– Há também medicamentos que favorecem infecções, como uso contínuo de remédios para controle de pressão arterial e epilepsia.
– Período de gravidez e alterações hormonais aumentam a sensibilidade das gengivas

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