Lúcido, Follmann aguarda decisão dos médicos sobre nova cirurgia

Um  dos sobreviventes da queda do avião da Chapecoense que causou a morte de 71 pessoas, na Colômbia, o goleiro Jackson Follmann é quem apresenta o melhor quadro de recuperação entre os quatro brasileiros que seguem internados em Medellín, mas terá de passar por outra cirurgia após ter amputado a perna direita (abaixo do joelho). O procedimento será feito devido a uma fratura na vértebra, mas ainda não foi marcado por não ser considerado urgente. O jogador está lúcido e respira normalmente, sem necessidade de aparelhos.

O Follmann ainda tem uma fratura na segunda vértebra cervical que vai exigir cirurgia, mas não é uma cirurgia de emergência. Os médicos discutem se é uma cirurgia que vai ser feita pela nuca ou pela frente do pescoço. A nuca ainda tem muitos ferimentos do acidente e essa é a discussão no momento a respeito do Follmann.

Lívia, que está em Medellín, disse que os médicos preveem uma boa adaptação do goleiro após a amputação da perna direita.

– Os médicos dizem que (a amputação)  foi num ponto relativamente favorável, mais fácil de colocar uma prótese depois, e que ele vai ter menos dificuldades de adaptação – explicou.

O goleiro e os outros três brasileiros que sobreviveram – jogadores Alan Ruschel e Neto e o jornalista Rafael Henzel – estão internados no Hospital San Vicente e permanecem na UTI.

No domingo, Follmann mandou um áudio para família e amigos no qual diz estar bem. Nesta segunda, Rafael Henzel fez o mesmo. A exemplo dos dois, o lateral Alan Ruschel também respira sem ajuda de aparelhos e conversa com familiares e médicos. O caso do zagueiro Neto, o último a ser socorrido, inspira mais cuidados e ele segue entubado, mas apresenta evolução. Por enquanto, não há previsão de quando eles serão transferidos ao Brasil.

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