Escola do município de Armazém realizou projeto “Noite Literária”

A E.E.B. Monsenhor Francisco Giesberts do município de Armazém realizou na quarta-feira (25/10), o evento Noite Literária: Ler para transformar, que teve início às 19h30min no Salão Paroquial.

O projeto

A Noite Literária marca o fim do projeto trabalhado durante todo o ano com todas as turmas da instituição. Entre as obras abordadas, escritores brasileiros e estrangeiros.

Durante as apresentações, participam alunos de todas turmas, desde o 1º ano do ensino fundamental até o terceiro, do ensino médio. As obras são trabalhadas por meio da interpretação baseada no teatro. Foram apresentadas das mais diversas obras como princesas, pinóquio, Sitio do Pica-Pau Amarelo, o Diário de Anne Frank, Romeu e Julieta, o patinho feio, entre outros.

Joisse Lara Fotografia / Divulgação ORS

O foco principal é possibilitar que crianças e adolescentes se incluam em meio a leitura, transformando pensamentos, olhares e formas de imaginação sobre o que leem.

Os responsáveis pelo projeto de leitura são os professores de língua portuguesa, inglesa, anos iniciais, história, arte, sociologia e filosofia.

Importância

A Literatura faz com que, ao invés de indivíduos, seus leitores sejam sujeitos ativos, já que está intimamente ligada ao ato de ler, responsável por promover crítica, reflexão e interrogação, logo, há a desconstrução de conhecimentos cristalizados fundamentados em perspectivas estereotipadas. Junto a isso, é possível dizer que a Literatura pode ser compreendida como uma maneira de posicionar e revelar-se politicamente, uma vez que possibilita a seus leitores criar e recriar suas realidades, sem precisarem sobrepujar suas vivências (Silva, 2003).

Professores envolvidos no projeto | Joisse Lara Fotografia / Divulgação ORS

Antonio Cândido diz que a literatura não corrompe nem edifica, mas humaniza em sentido profundo porque faz viver. E afirma: “A literatura pode formar; mas não segundo a pedagogia oficial. […], ela age com o impacto indiscriminado da própria vida e educa com ela. Dado que a literatura ensina na medida em que atua com toda a sua gama, é artificial querer que ela funcione como os manuais de virtude e boa conduta. E a sociedade não pode senão escolher o que em cada momento lhe parece adaptado aos seus fins, pois mesmo as obras consideradas indispensáveis para a formação do moço trazem frequentemente aquilo que as convenções desejariam banir […]. É um dos meios porque o jovem entra em contato com realidades que se tenciona escamotear-lhe.”

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