Revolta contra concessão da BR-101 Sul marca a sessão plenária na Alesc

A indignação do Sul de Santa Catarina em relação à concessão do trecho da BR-101 que corta a região ganhou destaque durante a sessão da Assembleia Legislativa na manhã da última quinta-feira (13). O deputado Volnei Weber (MDB) subiu à tribuna para registrar a insatisfação da população e das lideranças locais com a decisão tomada pela Agência Nacional de Transportes Terrestes (ANTT).

“É um assunto que vem deixando o Sul do estado desconfortável. O governo federal, por meio da ANTT, quer por todo jeito fazer a concessão do trecho Sul da BR-101 em um modelo que não funciona no país. Algo reconhecido até pelo próprio ministro dos Transportes”, afirmou. O parlamentar criticou o fato de a agência ter realizado audiências públicas na região e, na opinião dele, não ter levado em conta as sugestões que os municípios ofereceram. “Fomos surpreendidos no fim de outubro [de 2019] que o edital estava sendo lançado para conceder o trecho para uma empresa. Não tivemos ponto de equilíbro, uma resposta do que pudesse nos contemplar sobre tratativas do número de praças de pedágio e do valor das tarifas.”

Um ponto de grande insatisfação, destacou Weber, é que no trecho Norte da rodovia, que tem 240 quilômetros, há duas praças de pedágio. “E uma já é em direção ao Sul, em Paulo Lopes. O Sul terá mais cinco em 220 quilômetros. Isso não é cabível. Pedimos audiência em Brasília e nos disseram que só o Ministério dos Transportes poderia mudar a situação. Fomos ao ministro Tarcísio Freitas e não tivemos solução.”

De acordo com Weber, a ausência dos órgãos federais em uma audiência pública promovida pela Alesc em Tubarão deu a certeza às bancadas estadual e federal e às cidades do Sul que o diálogo encerrou. “Nosso encaminhamento foi que para as três associações de municípios da região judicializassem a situação.” Ainda de acordo com o parlamentar, a Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) elaborou um processo para ser entregue ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Justiça, pois a certeza dos representantes do Sul é que há irregularidades no processo.

Com informações de Agência AL

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