Dez sinais indicam que você ainda não tem preparo para deixar a solteirice

Todos sabemos que um amor não avisa quando vai aparecer. Mas você está pronto? Em algumas circunstâncias, é possível avaliar criteriosamente se vale a pena transformar a paquera em namoro, assumir algo mais sério com alguém ou curtir a vida de solteiro. Aqui, alguns especialistas apontam quais as situações em que é melhor a pessoa permanecer “avulsa” por mais um tempo. Avalie se você tem as características a seguir. Por Heloísa Noronha, do UOL, em São Paulo

1VOCÊ ODEIA DAR SATISFAÇÃO SOBRE SUA VIDA

Embora nem sempre sejam explícitas, a convivência de qualquer casal costuma ter certas regras. Ter uma relação afetiva com alguém significa abrir mão da absoluta individualidade. Para a psicóloga Lígia Baruch, mestre e doutoranda em Psicologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), um relacionamento sério implica em compromisso com o par, dar e receber notícias sobre a vida um do outro, compartilhar acontecimentos e experiências. “Quem não se sente à vontade fazendo isso, pelo menos no atual momento, então talvez seja mesmo melhor evitar algo mais sério”, diz

O RADAR DA PAQUERA ESTÁ SEMPRE LIGADO

Na opinião da psicóloga Lígia Baruch, trata-se de um sinal mais do que evidente de que a pessoa que age assim não está suficientemente envolvida para assumir um namoro ou madura o bastante para abrir mão de todas as possibilidades de romance em prol de uma relação única. Caso engate um namoro, será daquele tipo que aproveita qualquer distração do par para paquerar ou ficar à caça de alguém interessante. “O momento é de viver a diversidade e a quantidade, não a qualidade. É um comportamento totalmente oposto à decisão de namorar ou casar, cuja expectativa deve ser viver bem e com satisfação em uma única relação”, fala a psicóloga Mara Lúcia Madureira. Mas é claro que se a dupla é adepta de um relacionamento aberto, não haverá problema de ambos curtirem outras relações.

VOCÊ NÃO ESTÁ NUMA FASE MUITO BOA DA SUA VIDA

A psicóloga Susana Orio, de São Paulo (SP), recomenda cautela ao se envolver com alguém se o momento é complicado. “Ás vezes, se a pessoa está passando por uma situação estressante no trabalho, tem um parente com problemas de saúde ou ela mesma está doente, acaba não investindo nas relações afetivas. Ela vai despender toda a energia dela para solucionar a questão mais urgente, de maior relevância. É praticamente impossível se dedicar a um relacionamento amoroso sob essas circunstâncias”, comenta a especialista. O par, ainda mais se a relação estiver no começo, pode se sentir negligenciado, além de nem sempre ter o conhecimento necessário para ajudar ou compreender

VOCÊ ESTÁ COM RAIVA GENERALIZADA DE HOMENS/MULHERES

Quem nunca, depois de sofrer uma decepção afetiva, acaba dizendo coisas como “homem nenhum presta” ou “mulher é tudo igual”? Sob o efeito da mágoa e do rancor, é natural que essas opiniões acabem funcionando como uma espécie de válvula de escape. Para muita gente, elas acabam perdendo a força com o tempo. Para outras pessoas, se transformam em verdades absolutas e podem prejudicar os relacionamentos futuros, exigindo, em alguns casos, ajuda profissional de um terapeuta. Seja qual for a situação, no entanto, não é aconselhável apostar em uma relação nessa fase. “Sugiro fechar para balanço e tentar resolver, intimamente, as questões do romance que não deu certo antes de se abrir para um próximo. Se houver insistência, serão praticamente inevitáveis a comparação e a projeção do relacionamento anterior. Dificilmente dará certo”, explica a consultora e palestrante Branca Barão, de São Paulo (SP), autora de “8 ou 80” Seu Melhor Amigo e Seu Pior Inimigo Moram Aí, Dentro de Você!? (DVS Editora)

A CARREIRA PASSA POR UMA FASE CRUCIAL

Se o momento tão sonhado da promoção está próximo (e você precisa trabalhar ainda mais duro para provar que a merece) ou caso tenha acabado de começar em um novo cargo ou carreira, é bom avaliar se você pode ou quer ter disponibilidade para sair em busca de um amor. “Não é porque você está trabalhando excessivamente que não vai ter uma relação afetiva, a questão é como administrar as duas coisas e as concessões que terá de fazer. Se já houver um namorado, ele pode até ajudar a resolver a situação”, conta a psicóloga Susana Orio. Caso não haja compreensão, é bom repensar se vale a pena estar envolvido com alguém que não apoia seu crescimento profissional

VOCÊ TEM DOIS OU MAIS CASOS E NÃO QUER ABRIR MÃO DE NENHUM

Se a fase é de experimentar e curtir sem estresse nem cobranças, e você sente satisfação com isso, melhor mesmo continuar desfrutando da liberdade. Por outro lado, é bom avaliar se está de fato contente ou se usa os múltiplos romances como uma desculpa para não se envolver. De acordo com Mara Lúcia Madureira, especialista em terapia cognitivo-comportamental, de São José do Rio Preto (SP), a necessidade de manter diversos relacionamentos superficiais pode evidenciar a dificuldade em viver profundamente uma única relação. “A manutenção dos ‘rolos’ costuma funcionar como estratégia de proteção a um namoro sério. Reflita sobre as reais razões pelas quais não quer renunciar a eles”

UM ANTIGO AMOR AINDA DOMINA SEUS PENSAMENTOS

A incapacidade para superar relacionamentos anteriores é um sério problema para quem vivencia o apego e para quem se relaciona com o apegado. “Começar um novo relacionamento nessas condições até pode favorecer as pessoas emocionalmente saudáveis a exorcizar os fantasmas do passado. Porém, entre indivíduos patológicos, há grande risco de a relação se transformar em um jogo sadomasoquista, com sofrimento para ambos”, afirma a Mara Lúcia Madureira, especialista em terapia cognitivo-comportamental. “Melhor esperar as emoções se abrandarem para se comprometer seriamente, pois as chances de magoar alguém será muito grande. Em alguns casos, pode ser bom até avisar ao outro, pois caso ele não queira se arriscar, pode pular fora antes de se frustrar demais”, completa a psicóloga Lígia Baruch

VOCÊ NUNCA SE DIVERTIU TANTO COM OS AMIGOS

Baladas de quinta a domingo, exposições, encontros com a turma, festas, almoços e jantares especiais, viagens de última hora… Uma agenda lotada (principalmente se você estiver curtindo muito essa fase de agito) dificilmente combina com um estado civil que exige compromisso, investimento, dedicação e, sobretudo, tempo. “Não dá para estar casado e continuar aproveitando sozinho, como solteiro, festas, baladas e outras atividades do tipo. Se o momento é de curtição, melhor adiar os planos e se relacionar mais profundamente quando tiver disposição para encarar lazer e diversão compartilhados”, declara a terapeuta cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira. Ela diz, ainda, que amigos podem e devem continuar a fazer parte da vida dos casados. “A decisão de casar não significa abolir o convívio social, mas incluir o cônjuge nas relações de amizade e programas afins”, conta

VOCÊ SE IRRITA COM CASAIS APAIXONADOS

A prima que faz perfil conjunto com o noivo no Facebook e passa o dia postando declarações de amor, a amiga que criou um blog para contar ao mundo os preparativos do casamento nos mínimos detalhes, o colega de trabalho que fica sussurrando com a namorada ao telefone… A lista de pessoas românticas e irritantemente apaixonadas não para de crescer? De acordo com a psicóloga Lígia Baruch, tanto incômodo é sinal de que você não está suficientemente disposto a namorar, mesmo que não seja adepto do estilo meloso. Ou, vale pensar na possibilidade, vem sentindo uma pontinha de inveja e queria, sim, ter um compromisso, mas por vários motivos não parece pronto

SEUS PLANOS PARA O FUTURO PRÓXIMO NÃO COMBINAM COM UM RELACIONAMENTO SÉRIO

Segundo Mara Lúcia Madureira, especialista em terapia cognitivo-comportamental, a decisão de viajar ou de fazer um intercâmbio, por exemplo, tem propósitos claramente individualistas, que não combinam com assumir um namoro ou transformar uma relação em algo mais concreto. “O melhor é a pessoa fazer tudo para se realizar e, somente quando o pensamento considerar ideal viajar acompanhado, dividir o espaço da casa e da vida com alguém, é que se deve considerar o casamento”, fala Mara. No caso de quem já namora, tudo depende do nível de envolvimento. Caso seja intenso e recíproco, o relacionamento pode seguir com algum tipo de contato, porém com menos compromisso ou cobranças até o retorno. “Mas, geralmente, é difícil manter esse equilíbrio sem sofrimento e a relação tende a esfriar”, diz a psicóloga Lígia Baruch

Matéria publicada na edição impressa

[box type=”info” bg=”#” color=”#” border=”#” radius=”0″ fontsize=”16″]Matéria e ilustrações extraídas do site UOL MULHER.[/box]

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