Em um momento que nos deparamos com uma pandemia como o Corona vírus, que mudou todos os costumes no mundo e proibiu o aglomero de pessoas, o esporte parou. Nada melhor que lembrarmos de fatos que aconteceram a alguns anos atrás.

O ano era 2011 e esse colunista estava no início do aprendizado em trabalhos de imprensa. Trabalhávamos esse que vós escreve, Flávio Machado e Agenor de Souza  como representantes do esporte na Rádio Cidade Amiga FM. Um ano antes, eu havia recebido o convite de Flávio (ao qual sou muito grato) para fazermos uma equipe de esportes para divulgarmos pela Rádio. Como sempre gostei e gosto de desafios, aceitei e começamos a ver o que precisávamos para fazer as transmissões. Lembro que o Flavio me falou o seguinte, “temos o espaço aberto na Rádio Cidade Amiga FM, porém temos que ter os equipamentos para as transmissões”.

Como dinheiro não cai do céu, saímos para vender a proposta para as empresas do município. Como em Armazém muitas pessoas gostam de esporte e tem uma visão que a divulgação é importante para ter retorno comercial, não tivemos dificuldades em conseguirmos 20 apoiadores mensais e assim o suporte necessário para conseguirmos os equipamentos necessário para as transmissões esportivas. Porém faltava um narrador e um comentarista. Resolvemos contratar narrador por partida e assim passaram narradores, como Paulo Garcia, Antônio Faustino, Alexandre Frazão… até que devido os gastos e pouco retorno, Flávio Machado foi incentivado a narrar e com muita determinação, treino e coragem assumiu os microfones como narrador ainda no início do Campeonato Municipal de 2011. Aquela escolha foi sábia, já que hoje Flávio é um dos melhores narradores da região sul do estado. Faltava um comentarista e através da indicação de Guido da Rosa “Checo”, contratamos Agenor de Souza, que ao final de todos mês recebia sua contribuição pelos serviços prestados. Agenor foi um guerreiro e não faltou em nenhum jogo, sendo em Armazém ou fora do município.

Talvez o amigo leitor deve estar se perguntando, mas vinte patrocinadores da para fazer um bom dinheiro. Ledo engano, até porque o valor era baixo e tínhamos além das despesas já citadas, contribuíamos com a Rádio, que de maneira justa tinha que ter retorno em seu espaço cedido, além de muitas outras despesas que apareciam, como é em todo o início de trabalho. Vale ressaltar que no ano de 2010, Flávio e Giovane Martins, já haviam transmitidos alguns jogos, com o suporte da Rádio Cidade Amiga FM, mas desta vez seria diferente, iríamos ser independentes e fica aqui o agradecimento a José Volnei de Souza que apostou e deu a liberdade para trabalharmos, já que era o Presidente da Rádio na época.

Tivemos bastante trabalho e criamos um campeonato que ficou na história de Armazém. Foi a 1ª Copa Sub-17 Rádio Cidade Amiga FM – Taça Evaristo Nascimento (merecidamente homenageado), ao qual a jovem equipe do Mundo Novo foi o grande campeão (na foto).

Talvez você me pergunte, qual foi a maior dificuldade?  Respondo que sem dúvidas, além do financeiro, já que tanto minha pessoa, como a de Flávio Machado não só trabalhávamos de graça, como tirávamos dinheiro do próprio bolso, foi a inveja e discriminação por parte de dirigentes, jogadores e muitos outras pessoas que achavam que estávamos apenas aparecendo e tínhamos alguma pretensão política.

Explico, dirigentes porque muitos, não todos, achavam que a Rádio tirava o publico dos estádio e por isso não era bem vinda. Jogadores, porque muitos, não todos, falavam que nós estávamos ganhando dinheiro em cima deles de graça, entre outras bobagens. E por fim, os gananciosos e invejosos, que gostariam de estar em nosso lugar para benefício próprio e quem sabe uma carreira política.

Mas digo uma coisa amigos leitores, tudo valeu muito a pena. Conquistamos importantes amigos e amigas, ao qual preservamos até os dias de hoje e acima de tudo podemos contribuir para dar um salto de qualidade no esporte amador de nosso município.

Fica meu muito obrigado a todos e se Deus nos permitir continuaremos a seguir neste caminho de divulgação esportiva e das lutas ganhamos a força e a experiência necessária para levarmos a informação de maneira transparente, clara e com muita paixão para todos.

Por Lissandro Velho

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