Política: Facada em Jair Bolsonaro retrata dois lados da hipocrisia

As eleições de 2018 vêm se consolidando como a mais pulverizada, e consequentemente a mais disputada da história, sem que possamos fazer qualquer prognóstico em relação ao futuro do país. Na contramão da paz e do diálogo, é possível observar dois extremos dominados pela hipocrisia.

Logo após o repudiante atentado ao candidato a presidência Jair Bolsonaro, as redes sociais foram tomadas de ódio e intolerância de ambas as partes.

Eleitores contrários a Bolsonaro, de forma inexplicável passaram a minimizar o ocorrido, alegando exagero na cobertura da imprensa, ou que de fato ele mereceu ter recebido uma facada. Logo, percebi a existência de uma grande hipocrisia, esses mesmos que tentaram minimizar o ocorrido contra Bolsonaro, foram os mesmos que condenaram o grave atentado a caravana do ex-presidente Lula, em março deste ano, e recentemente a morte da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro. O nome para isso é hipocrisia, utilizar de dois pesos e duas medidas. Irei repudiar a violência caso a vítima seja meu candidato. Porém, a violência se torna menos grave quando acontece com o candidato opositor.

Hoje, os eleitores de Bolsonaro estão polvorosos com a facada sofrida pelo candidato do PSL, mas não tiveram a mesma indignação com a morte de Marielle e o ataque a caravana de Lula. Nestas ocasiões a grande maioria dos eleitores de Bolsonaro tiveram o comportamento idêntico ao que foi colocado no parágrafo acima. Será que eleitores contrários e favoráveis a Bolsonaro são realmente diferentes? A facada mostrou que não.

Percebo muitas semelhanças entre esses dois polos. Eleitores favoráveis e contrários a Bolsonaro se dizem tão diferentes, que acabam se parecendo. Campeões de ódio, fake news e de intolerância. Poderíamos chamá-los de “Dilma-Temer” ou “irmãos siameses”, como preferirem.

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