Erosão dentária é a nova ameaça à saúde bucal

As taxas de cárie caíram no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, 44% dos indivíduos com 12 anos estão livres desse problema bucal. Porém o relativo controle da encrenca vem acompanhado de perto por outro fenômeno que começa a incomodar: a erosão dentária, condição caracterizada por um ataque de substâncias ácidas ao esmalte, a camada externa dos dentes.

“Ela ganhou mais importância nos últimos tempos, quando as pesquisas passaram a demonstrar um aumento de sua prevalência na população”, relata o odontopediatra Marcelo Bönecker.

E olha que é preocupante: um levantamento realizado na cidade de Porto Alegre com cerca de 1.500 crianças revelou que 15% delas já apresentavam as tais falhas nos dentes.

O estilo de vida e os hábitos alimentares parecem ser o principal motivo para a popularidade e o agravamento da condição. Em torno de 20% dos brasileiros tomam bebidas gaseificadas cinco vezes na semana e, estão mais propensos a esses danos. A lista de malfeitores não termina aí: isotônico, chá gelado, vinho, energético, remédios e produtos e comportamentos têm potencial de esburacar o esmalte.

Os ácidos regurgitados do estômago são outro fator que incentiva a erosão. “É o que acontece no refluxo gastroesofágico e na bulimia, doenças que apresentam como consequência a diminuição do pH bucal”, nota a odontopediatra Marcelle Danelon. O dentista pode ser o primeiro profissional de saúde a notar os sintomas, dar orientações.

Fonte: saude.abril.com.br
Matéria adaptada para o jornal

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