Debate sobre Reforma da Previdência movimenta assembleia legislativa

Senador Paulo Paim conduziu a audiência pública, que teve a presença de deputados federais e estaduais e a criação da Frente Parlamentar da Previdência Pública e Justa

Ontem segunda-feira (03), a Assembleia Legislativa de SC promoveu em conjunto com o Senado Federal uma audiência pública para tratar das propostas de reforma da previdência social e trabalhista, que tramitam no Congresso Nacional. O evento contou com a presença de deputados federais e estaduais da Bancada do Partido dos Trabalhadores, representantes de órgãos fiscais, lideranças de movimentos sociais e representantes de sindicatos e de entidades envolvidos no debate desses temas, além do senador gaúcho Paulo Paim (PT/RS), que coordenou a audiência.

O debate lotou o plenário deputado Osni Régis e abordou também a lei de terceirização e a CPI da Previdência, instalada graças à atuação do senador Paim. “O que a PEC 287 propõe não pertence a uma sociedade democrática. Aliás, nem mesmo a ditadura militar atacou com tamanha perversidade os direitos dos trabalhadores. Os brasileiros precisam conhecer a verdade sobre as reformas que o governo apresenta. Quem não deve, não treme”, enfatizou o senador, ao chamar os defensores dessas reformas para o debate. Paim também exaltou a importância da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Pública e Justa, proposta pela Bancada do PT da Alesc e lançada no evento, para qualificar o debate público e atuar contra a PEC 287 e em defesa de uma auditoria popular e transparente da previdência social.

Integrante desta frente, a deputada Luciane Carminatti vem percorrendo várias cidades do estado para promover debates sobre a reforma da previdência social e considera que a população está se dando conta de que a tese do rombo previdenciário é insustentável. “O governo faz uso de argumentos desonestos para promover medo e justificar uma reforma da previdência que propõe medidas inaceitáveis. Ou seja, não cobra as dívidas das grandes empresas e dos sonegadores, nem altera os altos salários, mas quer aprovar uma PEC que castiga as mulheres, acaba com a aposentadoria especial dos agricultores e professores e retira os nossos jovens das escolas e universidades para transformá-los em mão de obra barata no mercado de trabalho”, esclareceu Luciane.

É por isso que a deputada defende uma grande articulação da classe trabalhadora para pressionar os deputados e senadores a votarem pela rejeição total da proposta. “No dia 28 de abril está programada a greve geral dos trabalhadores em todo o Brasil. Quem não quer perder direitos, precisa ocupar as ruas das nossas cidades e parar o país, para garantir que a PEC 287 vá integralmente para a lata de lixo”, ressalta a deputada.

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