Em operação que contou com apoio do serviço aeropolicial, casal de empresários é preso em Armazém

Nesta terça-feira (11), por volta das 15h30min em Armazém, policiais civis do município e de Gravatal cumpriram mandados de prisão decretadas pelo Poder Judiciário, também do município, em razão de sentença condenatória pela prática do crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. (art. 273 do Código Penal)

A operação coordenada pelo delegado de Polícia Civil de Armazém, Willian Antonio Meotti, contou com o apoio do helicóptero do SAER – Serviço Aeropolicial da Polícia Civil, que foi utilizado para evitar a fuga dos acusados e a aglomeração de populares. Os acusados foram presos em casa e em seguida encaminhados para o presídio masculino e feminino de Tubarão, onde agora encontram-se à disposição do Poder Judiciário.

O vídeo abaixo foi recebido via WhatsApp e não conseguimos localizar o autor do mesmo. É possível perceber o momento em que o helicóptero do SAER sobrevoa o local.

Relembre o caso

No início de 2013 uma operação foi realizada com denúncias de que na farmácia dos empresários, localizada em Armazém, ocorria a guarda e venda irregular de medicamentos controlados, além da retenção de receita médica. Na ocasião os agentes da DIC – Divisão de Investigação Criminal aprenderam 21 mil comprimidos controlados, receitas somente com a assinatura e carimbo de um médico (é necessário nome do paciente e tipo de tratamento). Três pessoas foram presas em flagrante durante a operação. Na época, dezenas de potes que eram utilizados para armazenar os remédios também foram apreendidos. Alguns desses potes apontavam para medicamentos fitoterápicos.

O vídeo abaixo é um arquivo da Unisul TV de 2013.

Na época, a prisão dos empresários abalou parte da população do município, clientes do estabelecimento, familiares, amigos e demais pessoas próximas chegaram a realizar moção de apoio com faixas e até mesmo no legislativo municipal. Após alguns meses os envolvidos foram soltos e permaneciam à disposição da justiça, enquanto o caso tramitava e sem sentença.

Arquivo O Regional Sul / abril de 2013

As condenações

O caso não se encontra em segredo de justiça, podendo ser consultado no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina por qualquer pessoa que tenha interesse. Toda a tramitação, penas e documentos podem ser obtidos através da consulta por este link. Processo nº 0001096-64.2013 8.24 0159

Segundo decisão do juiz, a empresária foi condenada a 6 anos e 8 meses de reclusão em regime inicialmente semi-aberto.

Já para o empresário, a pena foi fixada definitivamente em 5 anos e 10 meses de reclusão e em 583 dias-multa.

Errata

Atenção, conforme publicado na edição impressa de nº 479, o trecho “[…] dezenas de potes que eram utilizados para armazenar os remédios também foram apreendidos. Alguns desses potes apontavam para medicamentos fitoterápicos” houve um erro por parte de nossa equipe ao noticiá-lo. Sua posição na notícia deixa a entender que os empresários foram presos neste momento devido aos ‘potes’ em questão, porém ressalta-se que o motivo da operação foi apenas devido a sentença deferida pelo poder judiciário. O trecho em questão pertence ao subtítulo “Relembre o caso”. Para que não haja equívocos no entendimento da matéria, a mesma foi atualizada no site e a errata circula na edição impressa de nº 480.


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