Grave problema da eletrificação rural catarinense é discutido em Brasília

O grave problema da falta de uma rede elétrica de qualidade nas propriedades rurais é pauta em Brasília, nesta terça-feira, 26. Na reunião do Fórum Parlamentar Catarinense, o presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural, deputado Natalino Lázare, vai explanar sobre a dramática situação dos produtores, notadamente os médios e pequenos. As redes na região rural são monofásicas e não suportam mais a demanda energética dos equipamentos agrícolas das propriedades, nem dos novos eletrodomésticos.

“Levantamos essa bandeira no início do ano e agora ela virou pauta estadual. Nosso próximo passo, aqui em Brasília, é federalizar essa pauta para mudar a vida dos nossos agricultores. Também definimos a agenda de hoje no Ministério da Saúde”, enfatiza o deputado Natalino.

Nesta manhã, o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, deputado federal João Paulo Kleinübing (PSD), confirmou que o presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Adolfo Brito (PP), também terá espaço para discorrer sobre o assunto. Da mesma forma, os deputados federais gaúchos devem receber Lázare e Brito, que estão articulando apoios estratégicos para a melhoria das redes de energia rural.

“Estamos fazendo esse movimento conjunto entre os dois estados, que já virou pauta prioritária na Celesc e no governo catarinense, para que os agricultores possam se desenvolver, contribuindo também para conter o êxodo rural,” resume Lázare.

Percentuais

No Rio Grande do Sul, as autoridades não vão envolver o governo do Estado, que passa por grande dificuldade financeira. A proposta dos gaúchos é dividir os custos da conversão das redes de mono para trifásicas da seguinte forma: 50% para a União (que poderia financiar a modernização mediante uma segunda edição do Programa Luz Para Todos, desta vez para fortalecer o sistema e fornecer energia de qualidade para o campo); 30% para as concessionárias de energia e 20% dos custos ficariam com os produtores.

A proposta, aprovada pelos presentes no Seminário Eletrificação Rural, Desafios Urgentes, para Santa Catarina é um pouco diferente: 50% dos recursos seriam oriundos da União; 40% divididos entre Estado, a Celesc e as demais cooperativas de energia, e 10% bancados pelos agricultores. A proposta foi apresentada pelo deputado Altair Silva, que tem ligação com o agronegócio e participou do seminário.

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