Colombo recebe Balanço Social da Epagri e entrega novos veículos para renovação da frota da empresa

A cada real investido pela Epagri em tecnologia, qualificação de funcionários, pesquisa, extensão, novos cultivares, o retorno aos catarinenses chegou a R$ 5,01. É o que aponta o balanço social da empresa em 2016, entregue pelo presidente Luiz Hessmann ao governador Raimundo Colombo, na manhã de ontem terça-feira, 15, em Florianópolis. Na solenidade com a presença de técnicos e gerentes regionais da Epagri, o governador também entregou 104 novos veículos para o trabalho de assistência ao produtor rural de Santa Catarina.

“O balanço social traz os números, mas a gente está aqui pra reconhecer o trabalho e o legado que cada funcionário leva, especialmente, às famílias nas pequenas propriedades. Ao mostrar os resultados, eles também podem dizer que contribuíram para deixar a vida de alguém um pouquinho melhor. Esta é a verdadeira conquista”, disse Colombo.

O governador também destacou a força do agronegócio e o modelo catarinense. Revelou que o programa SC Rural – de apoio à competitividade das organizações da agricultura familiar – foi citado como um dos melhores programas do mundo, nessa área, durante reunião com a direção do Banco Mundial, em Washington, na última semana, para a renovação do SC Rural. “Às vezes, o reconhecimento vem de longe, mas a gente sabe que o agronegócio é um exemplo de superação, e nesse período de uma crise tão profunda, nos ajudou a manter os empregos, fortalecer o desenvolvimento e o próprio Estado”, acrescentou.

O Balanço entregue mede o impacto financeiro, social e ambiental das tecnologias desenvolvidas e aplicadas pela Epagri no meio rural catarinense. Para o relatório de 2016, foram avaliadas 110 tecnologias, 49 delas cultivares. A metodologia utilizada na avaliação foi desenvolvida pela Embrapa.

A valorização dos preços dos produtos agrícolas frente à inflação no ano passado, que resultou num maior retorno financeiro ao agricultor catarinense, impactou o resultado do Balanço Social 2016. O número também reflete a crescente adoção, por parte dos agricultores, das tecnologias desenvolvidas e ofertadas pela Epagri.

A publicação apresenta também casos de sucesso no campo que exemplificam os bons resultados alcançados. Essa edição destaca o uso do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) para produção sustentável de cebolas, a remuneração de agricultores por recuperação e a conservação de áreas naturais, o apoio às famílias rurais em situação de extrema pobreza, a produção de orgânicos para alimentação escolar, entre outras ações.

No ano passado, segundo o relatório, a empresa deu um retorno global de R$ 4,98 bilhões, dentro e fora de Santa Catarina, considerando a contribuição de todos os agentes que usaram as tecnologias da Epagri. Foram 114.442 mil famílias e 2.824 entidades atendidas nos 12 meses.

O secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, reforçou que o setor representa um terço da economia de Santa Catarina e que vem se transformando constantemente com o acesso a novas tecnologias e a novas práticas de manejo e produção. “Esse é o nosso desafio, estar à frente e ao mesmo tempo manter a nossa referência de excelência que tem como destaques o status sanitário e a produtividade”.

Ao entregar o balanço social de 2016, o presidente Luiz Hessmann observou que o retorno aos catarinenses praticamente dobrou, de 2009, quando a empresa fez o primeiro balanço para 2016, resultado dos investimentos em capacitação do quadro de funcionários, que triplicou o número de doutores, do aumento da eficiência e da diminuição do custo da empresa. “Estamos fazendo mais e melhor, com menos. Os números do agronegócio catarinense falam por si só e a nós cabe a responsabilidade de levar o nosso melhor a cada produtor que trabalha para um Estado melhor”, concluiu.

Renovação da frota

Durante a entrega do balanço social da Epagri, o governador Raimundo Colombo repassou 104 novos veículos e 66 notebooks para as unidades da empresa no Estado. A Epagri vem renovando a frota nos últimos anos, porque o veículo é uma ferramenta indispensável de trabalho para o extensionista. A renovação também significa economia de recursos com manutenção e combustível, além de representar menos impacto ao meio ambiente.

O investimento foi feito com recursos da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, órgão do governo federal. “Imagina você realizar um trabalho de extensão com um veículo que às vezes não tem condições de chegar onde precisa. Estamos investindo na qualidade do trabalho dos nossos profissionais”, concluiu Colombo.

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