A Apple continua a ditar as regras do jogo no mercado tecnológico e a sua performance recente na China é a prova viva da sua influência avassaladora. Durante o primeiro trimestre de 2026, a gigante norte-americana registou um impressionante aumento de 20% nas vendas do iPhone no país asiático. Este é o salto mais significativo que a marca conseguiu desde o último trimestre de 2020, permitindo-lhe ultrapassar de forma clara todas as rivais e consolidar a sua posição cimeira no mercado.
Os motores do crescimento
O que explica este sucesso num terreno tão complexo e disputado? Segundo os dados do relatório da Counterpoint Research, a forte procura pela linha do iPhone 17 foi determinante. Os modelos 17, 17 Pro, 17 Pro Max e o recém-introduzido iPhone Air, que chegaram às lojas em setembro de 2025, cativaram os consumidores locais. A isto juntaram-se campanhas agressivas de descontos e vários subsídios promovidos pelo governo chinês. O próprio Tim Cook já tinha sinalizado um crescimento a dois dígitos no território durante o trimestre festivo anterior.
A par das vendas sólidas, a gestão rigorosa da cadeia de abastecimento tem blindado a empresa de Cupertino. A Apple está bem posicionada para contornar a atual crise global de chips de memória, já que o seu posicionamento no segmento premium e as relações com fornecedores a protegem das flutuações de preços.
A concorrência chinesa a perder fôlego
Enquanto a Apple ganha cada vez mais terreno, as gigantes tecnológicas chinesas tentam simplesmente acompanhar o ritmo. A Huawei, que também tirou partido de subsídios governamentais, viu as suas remessas crescerem uns modestos 2%, embora ainda mantenha uma robusta quota de mercado de 20%. A Vivo registou uma subida idêntica face ao mesmo período de 2025, impulsionada sobretudo pelos seus telemóveis mais económicos.
Por outro lado, o cenário revelou-se bastante mais sombrio para o resto da concorrência. A Oppo e a Honor registaram quebras de 5% e 3%, respetivamente. O grande tombo, no entanto, foi dado pela Xiaomi. A marca afundou uns preocupantes 35% em termos homólogos, fortemente penalizada pelo fraco desempenho dos seus equipamentos principais nas montras chinesas.
O olhar da indústria já posto em 2027
É precisamente esta pressão e o peso das inovações da Apple que estão a obrigar os fabricantes chineses a repensarem as suas estratégias a longo prazo. Embora estejamos a viver o sucesso do iPhone 17, a indústria já tem os olhos postos na revolução que está a ser preparada para assinalar o 20º aniversário do icónico smartphone. Os rumores são fortes e apontam para que a Apple salte uma geração, de forma a fazer coincidir a data redonda com o lançamento do aguardado iPhone 20 Pro em 2027.
A corrida pelo ecrã infinito
O grande trunfo deste futuro modelo será o concretizar de um sonho antigo: um ecrã totalmente isento de recortes. A solução da empresa passa por embutir todos os sensores, incluindo a câmara frontal e o sistema Face ID, por baixo do próprio painel. A ambição vai ainda mais longe, fundindo o ecrã com a estrutura do telemóvel para criar a ilusão de um ecrã infinito, sem extremidades percetíveis.
Face a estas perspetivas revolucionárias, as marcas chinesas já começaram a desenhar o contra-ataque. O conhecido leaker Digital Chat Station revelou na rede social Weibo que os fabricantes asiáticos estão a trabalhar ativamente no desenvolvimento de ecrãs sem recortes para os seus terminais de topo. Têm a vantagem de precisar de esconder menos componentes debaixo dos painéis do que a Apple, o que se traduz num investimento ligeiramente mais contido, embora ainda represente custos substanciais de produção.
Estas empresas estão a preparar soluções bastante agressivas para tentarem antecipar o impacto tecnológico do iPhone 20 Pro. Resta saber como é que estas novas tecnologias se vão traduzir em produtos reais, muito antes de o futuro modelo da Apple entrar sequer na fase de produção em massa.
O Domínio da Apple na China: Vendas Recorde e a Sombra do Futuro iPhone 20 Pro
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